No final, pensei ser menos importante que aqueles que se relacionam com as pessoas através das aparências e das impressões superficiais, do que aqueles que vêem o mundo de forma profunda, como um mistério da Deusa mãe, mas depois gozam e ridicularizam as pessoas com base em preconceitos. Afinal pensaste tu que eu era quem? Afinal deves ter-te assustado com a sinceridade e a insistência, com a luta pela verdade dos factos, com a desavorgonhada busca pela razão de duas pessoas serem como são! Assustaste-te com a minha assumida fragilidade e insegurança, não a conseguiste domar... quando conseguiste era tarde! Tarde para sermos nós! Sinto-me abandonada por culpa da fraqueza que nunca escondi, passarei a querer tremer perante o mundo para que não tenham como me atacar, a verdade é a minha paz, a mentira da minha verdade torna-se muitas vezes ilusão por não ter como vivê-la... sai tudo ao contrário! No final, depois da busca daqueles que devo amar, poucos valem a pena, poucos são verdadeiros amigos, e nesse final há sempre solidão. Será que terei de ficar só com a minha mente criativa a brincar e a entreter-me que nem criança?
Estou só ...
E sem saber de onde vim!!!
A minha cultura é uma miséria... a cultura do meu ser são trapos que lavam a parede do meu quarto! Por isso quero enchê-la de quadros para trazer luz à minha vida!
:'(